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Um caso real

Um caso real: em tempos, quando estive numa clínica de fisioterapia, um dos primeiros utentes que tive, (um jovem praticante de futsal) estava com uma forte lesão no osso do pé chamado mesocuneiforme, que sempre que lhe tocava, dava saltos de dor. 
Ora, como é óbvio, no início do tratamento não pude fazer muita pressão. 
Nem muita ou pouca, a abono da verdade. Era quase doloroso até para mim ver o sofrimento que eu causava.

Em todos os casos e este não é excepção, as massagens são realizadas após a fase aguda. Mesmo no caso de ser necessário usar equipamentos de electroterapia, alguns aparelhos só podem ser praticados depois de 48 horas após lesão. 
Ainda assim, o utente não suportava o toque, quanto mais uma massagem.
A partir daqui, acompanhei-o até ao fim do tratamento.

Com o tempo foi melhorando e fui capaz de fazer massagens. 
Esse utente esteve na clínica mais ao menos cerca de um mês.
Não foi acompanhado apenas por mim, mas praticamente. A evolução dele, foi também a minha.

A prescrição ainda a recordo: parafina, ultra-sons subaquático, tens e massagem.
Obviamente que a prescrição funciona como um todo e os aparelhos utilizados tiveram um papel preponderante, mas também sei que se nos centrássemos nas massagens seria muito mais moroso, mas igualmente efeitos práticos.

Infravermelhos - mais quente à superfície

A termoterapia já teve aqui no blog algumas referências como é o caso da parafina ou dos hidrocolectores.
Não são os únicos casos, até porque há imensas opções, mas hoje vou referir mais uma bastante utilizada em tratamento de fisioterapia.

Para quem não sabe, o infravermelho não é apenas uma possibilidade tecnológica de partilha de ficheiros através dos telemóveis muito usual há uns anos.

Por infravermelhos podemos entender como sendo uma radiação electromagnética de alta frequência com a função de provocar calor à superfície da pele.
São aparelhos altos, reguláveis, que podem ser luminosos ou não, que devido à sua forma, pode atingir uma exposição numa área maior.

Naturalmente que há em vários tamanhos, inclusivé mais pequenos e domésticos, mas os aparelhos que são utilizados em clínicas de recuperação, são infravermelhos compostos com uma campânula com um tamanho mais generoso.

Embora estejam já um pouco em desuso em detrimento de outros aparelhos do género, os infravermelhos ainda se vêem em funcionamento, sobretudo porque consegue atingir profundidades entre os 3 e os 10 mm, ou seja, nos tecidos mais à superfície. Esta penetração permite uma variabilidade que outros não o fazem.

Apesar do aspecto inofensivo, há cuidados a ter para evitar queimaduras, como retirar todos os objectos metálicos junto da área a tratar e a distância a que estas campânulas devem ficar do corpo do utente: pode variar se os aparelhos são luminosos ou não (o risco de queimadura é superior nos não luminosos).

O tempo de utilização varia entre os 15 a 20 minutos e são ideais no tratamento de contracturas, entorses, artrites, artroses, fracturas, atrofias musculares entre outras patologias músculo-esqueléticas.

Todos estes tratamentos, referidos neste post como noutros anteriores, devem ser observados primeiramente por um médico e aplicados apenas 48 horas após a fractura.

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